Nevoeiro, mas a cada passo do tempo ganha-se uma distância disciplinadora. Mas não deixo de me esforçar na trilha desse momento novo prá mim. Às vezes o eu-ansioso é disparado, mas espeto-me de agulhadas da acupuntura e o equilíbrio é estabelecido até uma segunda ordem. Outras vezes, me engano e deixo palavras espalhadas sem uma direção. Falo demais. Erro de novo! Recuo, quietude, fuga, a procura de um refúgio, proteção! Mas na tocaia eu não vejo e sei que tenho que me erguer para ver de novo.
Ilustração: Marina Faria

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