segunda-feira, 28 de junho de 2010

Caminhos desencontrados

Foram cinco palavras tolas que ditas de um outra maneira, quem sabe, um outro dia, não soassem tão forte prá ela. Mas, ao serem pronunciadas, naquele tom de 'adeus' foram avassaladoras, insuportáveis. Ela não tremeu, não quis chorar, não teve vontade de emitir som algum. Só queria se ver livre daquela presença, que prá ela, já tinha demorado tempo demais em sua vida. Seu olhar foi denunciante e ele entendeu de imediato. Ele se sentiu expulso, e seguiu adiante. Mais tarde, tentou, em vão, interromper o vazio seco daquele começo da manhã. Eles seguiram, caminhos desencontrados. Nenhum sabe do outro. O silêncio é angustiante prá ela, mas ela se mantém fiel ao distanciamento. Aquele sentimento de repúdio, misturado com uma profunda solidão, ela guarda muito bem no seu juízo, porque sabe que pode escapar fácil do coração. Ela não reclama, ela não pede mais, ela não espera, só quer desempacar. E esse homem, é ... esse homem nem imagina que nunca enxergou essa mulher.

domingo, 13 de junho de 2010

Ato de fé!

Como uma ferida aberta, o tempo é o grande auxiliador na cicatrização. Ela se encontrava assim, cicatrizando e convivendo com uma certa dor, mas conformando o corpo físico com os sentimentos e seguia. Mas aconteceu, na virada da noite, um telefonema. Cogitou, por segundos, em não atender, mas atendeu. A ferida abriu novamente. Por uma insistência quase de jogadora, caso não tivese feito, talvez nada tivesse acontecido, o 'vício' foi prolongado. Admitiu que foi bom, muito bom, assim como todas as surpresas que aconteceram na noite seguinte. O dia depois também foi bom, dedicado ao ócio, dedicado à doação.. mas as horas teimaram em passar e passaram e tudo se foi. Fácil dizer adeus, mas não é assim prá ela. Essa escolha tem sido um verdadeiro ato de fé! Ela leu de Franklin Maciel que "Todo amor começa com um ato de fé e só se mantém pelo que os olhos não veem". Tenta acreditar nisso. Até quando, até quando?