Como uma ferida aberta, o tempo é o grande auxiliador na cicatrização. Ela se encontrava assim, cicatrizando e convivendo com uma certa dor, mas conformando o corpo físico com os sentimentos e seguia. Mas aconteceu, na virada da noite, um telefonema. Cogitou, por segundos, em não atender, mas atendeu. A ferida abriu novamente. Por uma insistência quase de jogadora, caso não tivese feito, talvez nada tivesse acontecido, o 'vício' foi prolongado. Admitiu que foi bom, muito bom, assim como todas as surpresas que aconteceram na noite seguinte. O dia depois também foi bom, dedicado ao ócio, dedicado à doação.. mas as horas teimaram em passar e passaram e tudo se foi. Fácil dizer adeus, mas não é assim prá ela. Essa escolha tem sido um verdadeiro ato de fé! Ela leu de Franklin Maciel que "Todo amor começa com um ato de fé e só se mantém pelo que os olhos não veem". Tenta acreditar nisso. Até quando, até quando?

Não pergunte a razão, certo? Mas eu queria muito levar você e o Serginho pra tomarem um baita porre.
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