A sensação de tempo se esvaindo entre os dedos continua. A familiaridade dessa sensação é que a irrita mortalmente. Estancada e agora, finalmente, desmascarada, ela sabe que precisa de movimento, de energia, mas não há pistas de como, nem por onde começar. Aos poucos, ela assiste, em luto, as poucas pessoas queridas partirem de sua vida. Sem rancores, sem invejas, sem tristezas, sem alegrias... o tempo segue sua trajetória, ela sabe, todos sabem. Mas a mercê do tempo, se deixa levar.
