Para enraizar é preciso terreno limpo. As raízes velhas ou estragadas, as reais tangíveis e as reais que fazem doer ou mesmo aquelas que não doem mais têm que ser arancadas. Bem no final da noite de ontem, o toque de sempre, mobilizador. Ela recebeu prontamente junto aos seus. Ela ouviu, ouviu, brincou, dançou, prestou atenção nas reações, sentiu o acolhimento, a procura e até mesmo uma doce reclamação da não procura, tudo foi bem recebido. Mas hoje, no final da manhã, uma frase sinalizou que aquela raiz dever ser arrancada: um plano de futuro, uma meta consciente e buscada não a incluía. Isso explicou muito sobre atitudes longamente acompanhadas... a raiz começou a ser arrancada pois a chave de casa, dessa fez, ficou. Ela não lamentou. O tempo entre eles passa corrido demais, prá muita a coisa a ser feita. E o tempo entre eles demora muito a chegar prá voltarem ao processo, não de enraizar, mas o de desenraizar... o terreno precisar ser limpo.
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Processo de enraizar - parte 1
Olhou para os lados e sentiu que algo estava diferente. Não sabe ao certo, mas está. Ainda no mesmo lugar, as feições familiares, os lugares de sempre, mas tudo confuso. Em processo há anos, tentando se enraizar na própria terra, entre os seus, na própria casa. O melhor a fazer, nesse instante, é arrancar as raízes que não lhe servem, bem que ela não sabe ao certo o que lhe faz mal, nem o que lhe faz bem. São faces da mesma moeda. Por enquanto, papéis são rasgados, doa-se livros, geladeira, fita de vídeos, computador, impressora, mesa, roupas, sapatos, presenteia e se presenteia, sai só, encontra-se com pessoas possíveis, vai encarar um fantasma pendente e uma pequena viagem, com uma estalagem, comida e carinho. Até aí, ela acha que dá conta. Depois, ela vai ver o que fará.
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