sábado, 30 de maio de 2009

Grande preguiça de procurar

Será que é o amor é isso, uma grande preguiça de procurar? O mundo é gigantesco e há milhares de possibilidades de pessoas interessantes por aí e só não temos tempo, 'saco', vontande de atiçar a sedução? Será que o amor é fruto do menor esforço? E quando procuramos, não estamos procurando exatamente ele, o amor em nossas vidas? Essa perguntas todas só porque não faz sentido os encontros mal encontrados desta semana. Não faz sentido, ver o que eu via e procurar nas entranhas alguma familiaridade e não encontrar nada, para o que era tudo. Poucas palavras, tentativas sutis de aproximação de sua parte pela mera questão de exibir papéis de que 'estamos muito bem'. É, eu até estou, não exatamente do jeito que eu merecia, ou desejaria... e por total desvario, não do jeito que você está. O bom era não ter preguiça, mas eu tenho muita. Isso me faz uma criatura apaixonada ou muito estúpida? Na verdade, eu não quero encontrar pessoas como você, por ter doído tanto, por está demorando, por ter dissolvido o efeito do tempo, por me manter tão distante da pequena... enquanto isso, Norah Jones canta 'The Story'...

Foto retirada na internet do 'flickr' de um fotógrafo muito bom, que não lembro o nome. Quando lembrar, juro que atualizo
Clique no link abaixo para ouvir “The Story” com Norah Jones, a música que me fez pensar mais nos encontros da vida: http://www.goear.com/listen.php?v=e9c2256

quinta-feira, 28 de maio de 2009

De como J. sabia mais que a B.

O velho e sempre encontro casual nos corredores do local de trabalho, nas últimas horas de uma segunda-feira. Uma brevíssima pausa para um cuprimento educado:
- Tudo bom, B?
- Assim, assim.
- Já sei a origem desse muxoxo!
- Já, é? E o que é?
- Faz muito tempo que você está por aqui. Já é hora de sair, de pelo menos dá uma volta por aí.
Um sorriso meio sem graça e a certeza que um querido (des)conhecido sabia exatamente do que eu estou precisando.
Vou fazer cumprir a percepção dele. A propósito, valeu J. pela sutilieza do seu olhar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Conheça a ti mesmo

É verdade que a dor é inevitável, mas o sofrimento seria uma sentimento opcional?
Sendo afirmativo, por que optamos por isso?
Somos masoquistas por natureza humana ou acreditamos que esse é o caminho para o ápice do desenvolvimento?
As portas são mesmo abertas quando dedicamos todos nossos esforços em uma tarefa?
Ou isso é simplesmente uma frase de reforço para continuarmos na busca de uma alavanca que nos proporcione uma pseudo vida "feliz"?
Só estou cansada, muito cansada...

sábado, 23 de maio de 2009

Chove muito lá fora

O dia todo de hoje foi vertical. Na verdade, tem sido assim por toda semana. Na cidade, entulhos, lama, buracos, mal-humores, lamentos, crateras sem registros de memória. Nada passa na minha cabeça no momento; no corpo, só uma sensação de tristeza e desolamento. Talvez porque a chuva tem esse poder, talvez porque eu esteja solitária, ou talvez porque eu simplesmente seja assim. Será?

sábado, 16 de maio de 2009

Voltarei!

Fui à Buenos Aires pela primeira vez ano passado. Só e contente da vida! Apesar dos falatórios contraditórios, achei a cidade maravilhosa. Apesar do meu primeiro dia ser desastroso - minha reserva não tinha sido feita, os demais dias foram passados com muita familiaridade. Senti-me realmente muito à vontade e o que eu andei, andei horrores e conheci lugares que nem taxistas sabiam onde ficavam. Fiz amizades com muita facilidade, não porque eu facilitava, mas porque o povo foi muito caloroso, em todos os sentidos, se é que me entendem. É uma cidade de belezas, de paixões, de danças, de bons cafés, de culinária interessante, sobretudo à noite, e coisitas preciosas para levar prá casa. O lado ruim é a dolarização que me arrebentou. Hoje, ao chegar em casa depois de uma longa semana, uma notícia saltou na caixa de mensagens vitual: SIM, voltarei à Buenos Aires com tempo de fazer tudo de novo e fazer um outro tudo que só saberei quando estiver lá... mas até lá, ainda vai ter tempo.

domingo, 10 de maio de 2009

a mãe que se foi e a filha que ficou

"Filha, gosto tanto de ti!
Quanto, mãe? Cinquenta?
Muito, filha.
Muito não, mãe. Tudo. Todos os números.
(silêncio comovido)
É isso filha. Amo-te tudo. Todos os números."
(Rita Ferro Rodrigues)

Nunca tivemos esse diálogo e após 12 anos restam-me as escassas memórias que nem sei quanto de verdade tem nas lembranças, ou quanto é fruto do meu desejo do passado, ou ainda, e talvez mais dramático, do futuro.
P.S - obra: mãe e filho de Gustave Klimt

sábado, 9 de maio de 2009

00:00

Já estava me convencendo que deveria ceder e ir para minha amadíssima cama, quando, mas que de repente, rompeu-se o silêncio da noite com um chamado vindo do extremo sul. Foi uma alegre supresa depois de uma semana tão previsível. O início da conversa notívaga foi sobre o meu ritmo de vida, seguido de agradecimentos por uma lembrança que não poderia ser esquecida, talvez porque não temos o que falar, não porque não tivesse o que falar, mas porque a distância por vezes assalta a espontaneidade da fala. Depois veio aniversário, defesa ou de como se defender de quem, visita da família, Londres, sim Londres e a afirmação que as ingelsas são, pasmem, 'bem-feitas', Teeda, frio/quente, vai quando? vem quando? e atualizações.
Boa noite, beijo Meu Bem!
Beijo! (e um suave sorriso na face cansada)

domingo, 3 de maio de 2009

Aniversário 2

Esta semana é quase encantada. Quatro queridas pessoas em dias seguidos - segunda a quinta, celebram suas passagens de vidas para outros tantos dias de, bem, digamos de surpresas. É fato que a distância de um, me incomoda, mas acho que não macula a amizade, respeito e carinho. À ele o meu saudoso abraço. Outra é nova no pedaço, mas de uma alegria ímpar e à ela o desejo que nos encontremos mais vezes, de preferência no Rio que é mais divertido. A terceira, é um 'braço direito', amiga de todas, mas todas as horas mesmo. À ela, além de todos os bons desejos de saúde, alegria, amor e sucesso, minha confirmação de amizade por mais alguns outros anos. A última é cheia de pensamentos positivos que a faz sempre se mostrar feliz. Apesar de morarmos na mesma cidade, os compromissos distintos, os que outrora nos permitiu nos conhecer, foram os mesmos que acabou nos separando, mas só da rotina. À ela, que toda sorte e alegria de sempre fiquem ao seu lado. Talvez eu não possa abraçar a todos, nem falar com todos, mas pensarei em cada um no seu dia e meus melhores pensamentos e desejos seguirão ao coração de cada um.

sábado, 2 de maio de 2009

O gene do otimismo


Então eu tenho cura, é isso? De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Essex, na Inglaterra, debruça-se sobre o gene responsável pelo transporte da serotonina, neurotransmissor associado a sensações como o bem-estar e a felicidade. Uma variação nesse gene estaria relacionada à maneira como cada um processa as informações positivas ou negativas – ou seja, à tendência a ser otimista ou pessimista. O fator alegria está associado ao ambiente, a mistura de etnias e nacionalidades e isso explica porque o Brasil tem mais possibilidade de ser otimista. De qualquer maneira, acho que vou ter que esperar por mais pesquisas para isolar esse gene e criar algum remédio que o potencialize nas pessoas, que como eu, não vê com muito otimismo as coisas ao seu redor.
Fonte: VEJA (6/5/2009)

E o tempo passa... e daí?

Foram contados todos os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses e finalmente um ano passou. Eu esperei muito que passasse. E ao contrário de tudo que ouvi, o tempo não foi o melhor remédio. Gostaria que fosse e já estava no crédito. Mas o tempo, de verdade, não cura nada, não nos faz esquecer determinados fatos - os bons e os maus, nem ninguém. Quisera eu que ele tivesse esse poder e eu estava livre de metade dos pesos carregados. Por vezes, ele até reforça a sensação de abandono, da confusão de sentimentos ou criação de imagens e falas que nem sabemos mais ser verdadeiros, depois de tanto tempo... Ainda assim ele pode ser friamente bondoso e também docemente cruel. Ontem fez um ano que o tempo abriu um cicatriz e nesse um ano, ele deixou um curativo no lugar. No entanto ele não deixou de ser o que é: o tempo.
Em tempo: a foto desse ursinho com o qual me identifiquei deveras foi retirada da Galeria da Anja - http://www.flickr.com/photos/anja-s.