sábado, 27 de fevereiro de 2010

O mais rápido

Um caso de amor deveria durar tempo suficiente para amar...
Mas antes que o amor chegasse, o caso mais rápido que já vivenciei, morreu!
2 meses apenas, eu acreditei que seria meu porto seguro, juro que acreditei
Mas as coisas nem sempre acontecem como desejamos...
"Fique junto dos teus, boa sorte, adeus!"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

13 anos

E assim se foram 13 anos. Tanta coisa aconteceu, mas o resumo, acredite, não é tão bom! Acertei em algumas coisas, mas errei um bocado. Deveríamos ter tido mais tempo ou termos passado mais tempo juntas, mas nada foi assim e o tempo passou. Aqui, ficamos meio largados, meio sem saber quem é quem, perdidos, sem lar. E fugi sempre, sempre para me abster de lembrar. Meu plano não deu certo. O que eu poderia ter feito diferente nesse tempo todo? O que eu deveria ter falado, ou não ter? Os 'não' que eu deveria ter dado e os 'sim' que eu não deveria. Precisei da receita certa, do chá certo, da mão na minha cabeça, do simples colo, mas não havia mais, não tenho mais e nunca mais terei. Você não me conheceu direito, não foi? A aridez me apavora, a solidão acompanhada é assustadora, você conheceu isso? Minha impresão é que sim. E perderam seu número de telefone e seu endereço, sabia? Nos últimos tempos, tenho precisado das suas sempre duras e certas palavras acompanhadas da mão desalinhando meu cabelo, me pondo na cama, poucas horas antes que o sono apaziguador viesse. Hoje ele não vem mais. Hoje não sei o que fazer direito. Sigo adiante, fazendo coisas, rindo de momentos, mas nada melhorou, nada. Nem antes, nem depois. Vazio, medo, angústia, dor, orfandade e saudade!

As coisas acontecendo à revelia...não era isso

As coisas acontecem e já é uma hora da manhã de um outro dia. Enquanto isso você dorme, do outro lado, tão só quanto eu. Totalmente à revelia, ainda não dormi, lágrimas que escapam na face, cabeça cheia de dúvidas, com caminhos só de idas, caminhos de trilhas diferentes mas, ao que parece, vão me levar ao mesmo ponto. À revelia, eu espero nem eu mesma sei o que desse futuro nem sempre tão incógnito. Não tenho fotos bonitas de uma família para mostrar, um não pertencimento, um vazio por todos os lados, um infinito desconhecido que me fazem sentir deslocada. Ponto de inflexão... por que espero? ou por quem? O quanto terei que ouvir, ou deixar de sentir, ou sentir silenciosamente? Silêncio pesado, doído e tô tão cansada... não era isso, definitivamente não era isso, ficar só, à revelia, não era isso que eu havia pensado.  

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um domingo de carnaval cinzento

E assim foi o domingo de um carnaval sem muitas surpresas. E tudo poderia ter sido diferente. Amanheceu diferente. Sem sol pela manhã numa cidade tão cheia de luz, a solidão como companhia, cabeça atiçada para assim não ficar. Um telefonema e sim, companhias que me fariam bem e fizeram. Mas como sempre, por breves instantes, tudo pode ser mudado. E mudou!
Algumas combinações de palavras
O bastante para livres interpretações
O suficiente para acordar mágoas
E provocar decepção
Despertar dor
E reconhecer que o meu melhor lugar não era ali
E a melhor companhia é o meu silêncio
Que ainda ainda não consegui domá-lo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Semi-árido


Ainda é possível florar.
E por incrível que pareça, exatamente hoje é dia de florescer.
Mas, nas combinações insanas da vidas
Hoje, exatamente hoje, florescer é impossível.