domingo, 13 de dezembro de 2009
Querida Lôra
Tá muito distante... e por tanto tempo! Distância e tempo não foram suficientes para nos afastar, nem por instantes - dos piores aos melhores, incrivelmente, você sempre sabia. Por 26 anos estamos ligadas por outros laços que a palavra não consegue sintetizar. 13/12 é seu dia e da sua terra, segue minha doação de muito amor, gratidão, amizade e claro, muita saudade!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Instantâneo ou as coisas são assim
entre oi, como vai ... até um beijo, demorou um dia. entre esse beijo e decidir que se pode ir além, porque os tempos mudam, porque feridas, doloridas ainda, cicatrizam e porque há muito para experimentar ... mais um dia. nos instantâneos da vida, encontros conversas interesses despertos 360 dias beijos intensos as coisas são assim e não direi mais nada!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Pesadelo
Hoje fui coroada por sonhos acorrentados! Aconteceu por todo o dia. Enquanto eu dormia, fazia parte das minhas misteriosas trilhas que acredito não ser possível desvendá-las. Entretanto, aqueles que eu tive acordada foram os que mais me atormentaram. Pensamentos agonizantes que me prendiam e me abandonavam em algum ponto do passado. Tentei me distrair, me puni severamente com o trabalho, mas eles voltavam, insistindo em não me abandonar. Fiquei muito cansada. Agora insone, adentrarei forçosamente nos caminhos de Morfeu só para saber o que será de mim!
Registro
Questão de segundos, ou o tempo das minhas cinco passadas entre uma porta e outra, tempo suficiente para o registro... acidentalmente vi um sorriso. Um sorriso aberto, conhecido, de alguém que tem algo a me dizer, que estar feliz em me ver, que quer chegar perto, um sorriso acolhedor.. que nem sei se foi direcionado a mim porque saí rápido do lugar por temer o que tinha por trás dele.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Começou hoje meu ano zero
A impressão é que anos passados serviram de tempero para esse que se inica. Amei, fui desamada, desamei, tomei decisões, cai, busquei ajuda, desvelei coisas encobertas, Belo horizonte, Porto, Barcelona, Santiago do Chile e Buenos Aires me deram ânimo para erguer, fiquei pelas beiradas, passei por situações constragedoras, convivi como se tudo estivesse muito bem, consegui dormi, aparei as arestas, busquei equilíbrio, aceitei propostas de trabalho, dei um tempo em outras, comecei a sorrir com saúde, amizades sempre presentes e essenciais, desfiz de coisas velhas, comprei carro zero, virei sócia, muitas ideias, Cidade do México e São Luís, perdi pessoa querida por muito, muito pouco e ela perdeu a oportunidade de se aproximar e eu segui sozinha. Agora chega e é hora de parar de reagir e agir. O ano zero começou hoje, já perdi tempo demais e não tenho mais tanto tempo assim...
Não esqueceria jamais os de novembro...
É um mês que começa com escorpiões e finaliza com sagitarianos. Há quem diga que eles não se dão ... No meu caso, conheço os dois lados e convivo bem com eles, até agora! E ainda bem. Começou dia 5 Novembro, dia de D. H, uma querida com quem posso contar sempre e além disso, mãe de uma grande amiga. Dia 7 aparece com dois "donos": uma é a Jujuba, sempre que, das raras vezes que nos encontramos, ela ralha comigo e eu com ela pelo simples motivo que a gente deveria se encontrar mais, o outro é o M. não muito próximo, mas um cara bacana e uma das pessoas que eu conheço há mais tempo na minha vida. A sexta-feira 13 aparece com meu troglodita "pessoal sensível" ... ele nem estava aqui, mas pensei nele com carinho de sempre. O dia seguinte, 14, eis que o CA meu amigo passa por mais um ano, nas "trincheiras" das fronteiras do país em missão especial na Guina Francesa e ele recebu minha mensagem (a tecnologia é uma beleza !!!). Chega dia 16 com um abraço meu M. e estima foram moldados em mensagem virtual, na calada da noite de um dia intenso de trabalho ... tomara que ela tenha recebido. Um pulo e chegamos ao 24, a dra. O. foi bem lembrada, criatura que conheci esse ano e ganhou muito minha admiração. 25 ... falei dele em especial para ela, minha mãe. Ela teve seu próprio espaço, para sempre lembrada ... Mas também é dia do S. que recebu meu caloroso abraço e um beijo estalado. Genial e querido colega. Finalizo com o 26, Pois um dia chegaria, como de fato chegou e aí entra Eu, encerrando mais um ano na minha própria história. Um mês fabuloso, repleto de pessoas legais que certamente fazem / fizeram bem a tantos outros. Parabéns para todos nós!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Hoje é o Dia Dela
Não nos abraçaremos mais uma vez, por mais um ano. Seus traços são cada vez mais vagos na minha memória. No entanto, sua figura ainda é muito forte. E hoje, lembro com mais propriedade, porque hoje é o seu dia e olha só, antes do meu. Ficou muito a dizer ... Perguntas que não tive condições de elaborar e respostas que ficaram suspensas no tempo. Às vezes, dá um estalo e tenho uma vontade de lhe telefonar para perguntar uma receita, uma dica, um remédio para tirar uma dor, ou chorar porque tô triste .. Mas não tem ninguém na linha. Hiatos de infância, que não recordo de terem sidos alegres ou tristes. Adolescência encrencas com discordâncias e ... uma palavra dura para entrar nos eixos. Um carinho quando eu caia ... "inexplicavelmente" eu gostava de cair. Eu lembro de você com freqüência nas terças. Hoje lembrei mais, mas é quarta e é seu dia ... sim um dia, exatamente um dia antes do meu. Para sempre, comigo!? Eu acredito!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Presto minha homenagem...
"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
Claude Lévi-Strauss - 28/11/1908 a 1/11/2009
Estou salva e ainda sou uma gênia?
Sydney (Austrália), 3 nov (EFE).- As pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada segundo um estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica Australasian Science.
"A tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória", assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney. "Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente", explica o artigo. "Nossa pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis", acrescenta. Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que "não é bom estar sempre de bom humor". A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Árvore da Vida
Hoje é dia dos Finados! Um dia só para lembrar de nossos queridos que se foram, que morreram. Óbvio que é preciso que se morra, para brotar a vida, assim como é preciso viver, para morrer. Assim, sempre tive a ideia de que a morte e a vida formam uma unidade, se complementando. Quando estive no México, já sabia, mas lá conheci nas histórias, nos museus, no seu artesanato... na sua cultura que esse dia, era um dia de comemoração. A lembrança com alegria e não choro, pelos que já foram. Tanto é assim que um dos símbolos da morte/vida é a 'árvore da vida' que tem de irônico, as caveiras, com rosas e cores intensas... morte e vida, duas faces de uma mesma moeda. Saudade dos meus mortos queridos, saudade da vida também! Amém!
Das coisas não-ditas
Eu amo você com todo amor
Se você não entendeu que precisa logo chegar
Vou ficar com nós dois
Nas minhas mais belas lembranças
Mas vou seguir meu caminho
Pelo mundo, que me fascina
Das ausências
Há quantas noites
Há quanto tempo
E do tempo que se passa
Se resgata pouco
E do tempo perdidoNão se resgata nada
sábado, 24 de outubro de 2009
Os de outubro.. o meu abraço
Não esqueci, de modo algum... é o tempo, sobre o qual venho pensado muito, mas não se tratará dele aqui. A propósito, trata-se sim, já que faço o registro afetivo aos meus queridos que fazem aniversário no mês 10. Começo pela prima-irmã V, mais que amada, mas que infelizmente nos encontramos separadas, devido a escolhas que fizemos, mas nada abala o amor que sentimos uma pela outra. À ela, minha gratidão de sempre e desejo de que ela tenha encontrado a tal felicidade. Depois, como presente, vai um profundo pensamento ao meu amado amigo D, para que siga no caminho de fazer o que ele sempre quis e de quebra, ao lado de quem ele tanto ama. Ao ex M. que me achou na web e apareceu de repente em emails, já nos falamos por telefone esporadicamente há 2 anos, mas ainda não nos vimos e de qualquer maneira, vai minha lembrança neste canal... tem coisas que é melhor deixar quieto e distante. À querida e expansiva amiga A, espero que sua alegria se espalhe com a notícia da chegada da pequena S. ou do pequeno J. Na verdade, foi um presente para todos nós. Finalizo pensando na louca L, mas ajuizada, ao seu modo, que nessa vida, certamente ela não está deixando passar em brancas nuvens. Continue com essa gana, chica! A todos vocês, o abraço de Gustav Klimt!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
81
A alegria parecia grande e uma imensa satisfação estava ali, apesar da sempre deslocada presente.
Foram-se 81 anos de muita vida e apesar da frágil aparência, querendo um pouco mais.
Papos em dia, presentes, zuada, jantarzinho, parabéns a você, um bolo de chocolate bem molhadinho, fotos e mais zuada.
Foi simples, foi numa quarta, foi bom, né pai?
Foram-se 81 anos de muita vida e apesar da frágil aparência, querendo um pouco mais.
Papos em dia, presentes, zuada, jantarzinho, parabéns a você, um bolo de chocolate bem molhadinho, fotos e mais zuada.
Foi simples, foi numa quarta, foi bom, né pai?
sábado, 26 de setembro de 2009
A presença da falta
Meu olhar ficará sem brilho
No coração, um oco, o vazio
As formas ficarão deformadas
O caminho continuará previsível
A vida ficará um pouco mais sem graça
A primavera vai passar e eu não vou lá pegar umas flores prá mim
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O princípio do vazio
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ri boa parte da tarde com Bruno
Fazia um tempo que eu não me desvencilhava da rotina: acorda banho come trabalha malha come banho trabalha come banho dorme. Hoje fiz uma minúscula transgressão: fugi para o cinema. Longe de tudo, sem celular pertubando, com trabalho acumulando e compromissos discretamente esquecidos, sentei-me no meio da sala e entrei no üniverso proposto do filme. Não tenho registro memorial se um dia eu ri tanto como fiz naqueles 100 minutos. Ri que doeu barriga e maças do rosto (até agora estão doloridos). O filme simplesmente é amoral, pervetido, trash, cafona, irônico, ácido e engraçadíssimo, se você se permitir. Inevitavelmente, novamente se você se permitir, ele dá 'panos prá mangas' para uma reflexão da histérica, cínica, incauta e inculta sociedade nossa. Mas recomendo que vá com calma e mente aberta... e ria, se puder. Aos do mês de setembro
Não esqueci não... na verdade, eu queria algo distinto para os dois. Mas no dia de uma, eu estive ocupadíssima no trabalho, e no outro, espero estar longe daqui, viajando. Como um já aconteceu e o outro não sei se aqui estarei, resolvi registrar minha homenagem. Exatamente no meio e no final de setembro, 15/30, duas pessoas deveras especiais fazem aniversário.
Uma eu aprendi a amar como uma irmã escolhida; à ela toda a tranquilidade de ótimas escolhas e uma vida com mobilidade absoluta... cérebro e pés alados!
O outro, não tive escolha, mas é um presente tê-lo como exemplo de vida; nas suas incoerências, nas suas distâncias, na doçura do seu silencioso olhar, que continue a sua peregrinação e no acreditar que a vida sempre será melhor com o tempo... em suas palavras:
"com a idade, tudo se alcança", né pai?
Felicidade meus amados!
p.S: Desenho de Mariana Massarani
A visibilidade dos amigos invisíveis
Hoje A. me "apresentou" à Mariana Massarani. Adorei! Para quem mora só há tempos, amigos invisíveis sempre nos acompanham. Vez ou outra, me pego a falar, ou dançar, rir de um filme ou algo estaparfúdio na tv, ou ainda resmugar de um lanche que eu mesma fiz...sim, tudo isso com eles/eus por perto. Sejam bem vindos à realidade queridos e daqui a pouco nos esbarremos nos nossos metros quadrados de convivência.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Para R. Bauer que ama no feminino
Ele amou muito
Ele chorou com a partida
Ele deixou seu país
Ele mudou
Ele nada entendeu
E mais um vez ele chorou
E ele ficou
Ele tentou e procurou o Amor
Ele não encontrou
Mas ele casou
Ele continuou a tentar
Ele não conseguiu
Ele construiu um mito para amar
Porque ele não esqueceu
Ele separou junto
Ele sofre
Ele pinta muito
Ele escreve poesias
Ele bebe muito
Ele fuma muito
Ele traça um projeto
Ele vai mudar de novo
Ele é alguém para alguém
E ele quer alguém dele
Ele segue com esperanças
Amando no feminino
Ele chorou com a partida
Ele deixou seu país
Ele mudou
Ele nada entendeu
E mais um vez ele chorou
E ele ficou
Ele tentou e procurou o Amor
Ele não encontrou
Mas ele casou
Ele continuou a tentar
Ele não conseguiu
Ele construiu um mito para amar
Porque ele não esqueceu
Ele separou junto
Ele sofre
Ele pinta muito
Ele escreve poesias
Ele bebe muito
Ele fuma muito
Ele traça um projeto
Ele vai mudar de novo
Ele é alguém para alguém
E ele quer alguém dele
Ele segue com esperanças
Amando no feminino
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Suspensão
Duas horas, apenas duas horas da tarde do dia 16/9.
Foi tudo muito rápido e fiz o que deu prá ser feito naquele suscinto intervalo de tempo.
Talvez pudesse ser melhor, mas foi daquele jeito.
A situação não está confortável, quem sabe ela logo, logo melhore, ou quem sabe, não.
É fato que juntar pedacinhos tornou uma especialidade, o que está me incomodando é que nos últimos tempos as formas das coisas tem demorado bem mais a serem delineadas.
Não estou alegre, nem triste, só um pesar suspenso no momento.
sábado, 5 de setembro de 2009
Primavera chegando...
agora mesmo o brasil está dando uma 'péia' na argentina. nada pessoal, óbvio, mas é fato que resolvi que final de setembro sigo ao encontro de buenos aires mais uma vez. será primavera, ainda assim, para mim será terrivelmente frio. a porcina ainda está rondando por lá como algo deveras sério, os dólares ainda são um grande problema pessoal, mas a gana de deslocamento, de sair do lugar comum é maior. e eu vou de novo fazer outros trajetos, sentir outros sabores, cheirar o perfume das flores, sentir o calorzinho do frio da nova estação, tomar cafés e comer as delícias de lá, quem sabe um tango, com certeza duas mesas de trabalho e claro, um bom vinho com uma companhia das mais felizes... é isso, eu vou!
domingo, 30 de agosto de 2009
O caminho para a Meca
uma das frases da protagonista do espetáculo 'o caminho para meca', cleyde yáconis. uma peça de um escritor que eu não conhecia, que assisti em uma cidade desconhecida, em companhia de quem não conhecia. não sei se é o meu momento, se a peça vale tanto assim, mas chorei muito pela beleza seca do texto, senbilidade de cleyde e por me identifica tanto... estou à procura da minha 'meca' faz tempo e quanto mais o tempo passa, mais sinto que estou perto dela.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
final de um dia começo do outro, sigo acordada sem muita vontade de me render à posição horizontal. daqui a pouco terei um longo e trabalhoso dia. uma fadiga invade o juízo embaralhando o que de fato deveria me concentrar, neste exato momento, nem sei o que é. sem arrependimentos, mas com muita pressa de que o sol se levante e um vontade enorme de fazer coisa alguma... seria bom, eu acho.
sábado, 15 de agosto de 2009
Ela chegou e ela merece!
hoje soube que uma pessoa muito querida finalmente chegou no local onde tinha planejado. aos poucos ela está descobrindo os encantos e desencantos de londrina. o melhor disso é que o blog dela voltou a ser atualizado. acho que ela sabe disso: adoro acompanhar os seus textos, a sua paixão e o olhar justo sobre as coisas cotidianas, inusitadas até as mais nobres e doídas. espero que os caminhos estejam todos abertos e que a mudança, com tudo de novo que isso implica, a presentei de boas energias, só porque ela mais que merece.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um café da manhã com gosto de pai
domingo, 9 foi um dia legal. um dia de pai sem muito apelo... um encontro de filhas com o pai para um café da manhã, simples, doce, com cheirinho de café, pão não muito fresco, queijinho e conversinhas jogadas ao vento. podia ser melhor, podia. podia ter sido um dia diferente, ele foi. podia qualquer coisa, mas domingo, dia 9, foi um dia de café da manhã com gosto de pai, foi bom e pronto.sábado, 8 de agosto de 2009
hoje, fui roubada, raios: 'fuck you' ladrão maldito
amanheci obstinada a cumprir uma série de tarefas que fui deixando pendente ao longo de meses, uma delas era consertar de vez um barulho infernal do a/c do carro. cheguei à concessionária prepararada para agendar o melhor dia para deixar o carro, quando muito sair dali com um mero diagnóstico básico. como mágica, o atendente falou que o caso era simples: folhas no tubo de a/c , ou em outras palavras, limpeza e higienização. orçamento feito, com desconto por ser à vista, ele ainda me ofereceu uma lavagem, só por fora, já que o carro estava simplesmente imundo com direito a recadinhos infames que pessoas desocupadas deixam. a melhor notícia ainda estava por vir: eu só tinha que esperar uma hora ou menos disso. fiquei maravilhada e fui ao carro para tirar todos os trecos que insisto em deixar no carro e os coloquei no porta malas. entre os trecos estavam livros emprestados e um mp3. com um atraso de meia hora do prometido, o atendente E. me comunica que meu serviço estava quase terminado e que podia pagar. fiz o pagamento e lá se foram meus 180 reais amados e suados por um pouco de silêncio no carro. o carro chegou lindinho - o pretinho básico como eu o conheci. sai dali e fui cumprir minhas outras tarefas: deixar os livros emprestados para copiar (ops, foi mal), seguir para outra oficina, para um trato pessoal, se é que me entendem, almoçar as três da tarde e comprar presente do pai em shopping. encontrei com uma amiga para um café, uma ida ao supermercdo para compras de sobrevivência onde esqueci minhas bananas de café da manhã e ao chegar em casa, por volta das seis da noite, fui resgatar o resto dos trecos e ONDE ESTÁ MEU MP3? depois de uma varredura insandecida e meticulosa, o encontro com o inevitável: alguém a essa altura, já tem a acesso não só ao que gosto de ouvir, mas também às minhas fotos, meus arquivos de aula, 3 mapas de passado, presente e futuro, um significativo e atual parêntese de minha vida. sinto-me violada infinitas vezes, mas tenho que respirar porque não posso fazer quase NADA até segunda-feira chegar. antes disso, algo como ir à polícia, no domingo, dia dos pais, para fazer o BO - uma tarefa extra, que lástima!!! e por que, cargas d'água essa criatura maldita teve a inevitável vontade de roubar-me um mp3 'fudido' de sem graça? onde fui me meter? Considerando... até que está bem
ouvi isso de sopetão e me pareceu uma frase um tanto conformista. saiu da boca de uma amada sobrinha D. com toda delicadeza que não lhe é peculiar, meio receosa que o 'elogio' fosse encarado como quase um insulto. De fato, ela me conhece bem, mas fui pega de susto e esse foi o elemento surpresa que nem eu mesma esperava, quiçá a incauta criatura. e ficou esse verbo - considerar- flutuando os meus dias e semana... e considerei muitas coisas feitas, não feitas e desfeitas. pode até ser que eu esteja bem, por vezes acredito que sim, mas encarando os fatos dos dias, acho que ainda não. meu espírito está muito inquieto e meu corpo padece. considero o olhar do terceiro, aquele que nos ver na nossa própria inexatidão, mas enquanto eu não me afinar com meu destino, a frase continuará parecendo conformista, apesar de ser bom que alguém pense assim, já é algo mais a considerar... enquanto isso, o tempo passa e a mente continua em delírios, logo o corpo apresenta ainda mais suas mazelas e assim o ciclo continua, continua, continua e continua e continua...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
As "fantasmas" do bem
ontem foi um dia atípico. velhos conhecidos do passado resolveram se encontrar comigo no mesmo dia, em locais e horários diferentes, um a um, foi se chegando. um, com muitas palavras e muita notícia; outros com pequenas e calorosas doses de saudade e nas últimas horas noturnas, duas "fantasmas" de tempos idos e por vezes esquecidos, apareceram atrás de mim. sem esforço, me chamaram atenção, no meio de uma multidão, eis as duas figuras. meu coração veio à boca, enchi os olhos de água e não era crível que o tempo havia me suspendido do seu tempo e me levando a um outro tempo. veio à tona a pequenininha que declamava para uma plateia sem fazer ideia do que estava falando, a asma que a perseguiu e que a limitou tanto, que abriu outros mundos, e ELA, a figura que acompanhou todos os processos da época e a constatação que acabei me tornando um pouco mais ela. isso ontem, naquele instante e até agora em meu pensamento.
terça-feira, 28 de julho de 2009
mudo, sem pressa
aos poucos, vagarosamente, outras coisas também pendentes estão tomando seu rumo. findei uma relação, que já estava desgastada, mas que insistíamos prolongar. o fim foi calmo, uma simples assinatura, raros rostos conhecidos, novas ordens, em inglês, fixadas nas paredes, provando ser um outro tempo, tempo que não mais pertenço àquele lugar, era hora de ir e fui. sem sentimento algum, nem de estranheza, saudade, tristeza ou alegria. será mesmo que quanto mais mudamos, mais fácil fica o esquecimento? o engraçado era que eu achava que o esquecimento tinha uma relação com a pressa. ou será que quando mudo, eu tenho a impressão de "de repente" aconteceu, mas que na real, a mudança já estava em processo, em mim. uma boa hora de sessão talvez possa me revelar mais que esse momento de sono, que aos poucos me acolhe.Fonte: isa_silva11 (http://fotos.sapo.pt/zWPsHf4sTleJqZlHEo2q)
domingo, 26 de julho de 2009
Quero as coisas em dia
O mês de férias está finalizando e eu não o senti como tal. O trabalho vem me consumindo de uma maneira frenética. Isso não é saudável, chegando por vezes, ser paranóico. Horários, atividades múltiplas, execuções instantâneas, avaliações de 'duplo sentido', reuniões de outros serviços, promessas de outros futuros trabalhos, leituras para produzir escritos, uma zona esse período. Isso e minha preguiça deixaram minha casa e minhas outras atividades suspensas no tempo. Há muito que fazer. De comprar lençóis para cama à uma breve e urgente reforma na casa. A sala de jantar já está no aguardo, mais ainda tem o sofá, o outro quarto, os planos de aula, meu processo demissional não finalizado pela falta de tempo, aprender a cozinhar, dormir sem ajuda, arrumar o ar-condicionado do carro e o alarme, ler mais romance na língua hispânica, trocar de carro, atualizar meu ipod, salvar meus arquivos, chamar o técnico, entregar as tarefas que dependem de outras pessoas no prazo e, por Deus, ganhar na megasena. Mas por enquanto, estou no princípio franciscano no "dando que se recebe". Na verdade, eu me dei e vou dar. Estou no aguardo do tempo de receber.
sábado, 25 de julho de 2009
Ida y volta en julio - Ciudad de Mexico
Fueran siete dias y seis noches. Llena de cosas a hacer.
Conoci nuevas personas, vi antiguos amigos.
Otra mirada a respeito da America Latina y Caribe.
Yo no estaba en las cosas, aunque no sé lo que pasó.
Conoci nuevas personas, vi antiguos amigos.
Otra mirada a respeito da America Latina y Caribe.
Yo no estaba en las cosas, aunque no sé lo que pasó.
Pero las cosas estabam en mí: Centro Histórico, murales, Diego Rivera, Frida Kalo y su casa azul, el Museo de Bellas Artes, el Palacio de Gobierno, Museo Antropológico, Mercado ciudadela, Insurgentes - la más grande del mundo, Metrobus, "pesera", el Tecnológico de Monterrey, la Venecia de Mexico, UNAM, la Pirámides - la luna, el sol - Basílica de Gadalupe, el frío, la lluvia, incluso granizo, el calor intenso del sol, todas las calles, todos los colores y toda la cordialidad del pueblo mexicano.
No sé si un día voy a regresar.
No sé si un día voy a regresar.
Pero es en cerca de mis recuerdos, mi sonrisa y mis lágrimas ...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Algumas emoções e um faltório prá canto nenhum
Hoje eu fui preparada para uma segunda ruptura. Tranquila, um pouco confusa sobre as estratégias de abordagem, mas com um propósito bem definido. Quando de repente, começou um vendaval de elementos surpresas, um após outro, de maneira insesante, de várias fontes e esse somatório abalou as estruturas. Bem, fui enfrentá-LO. Iniciei o discurso que foi interrompido emocionalmente por vezes e no estica e puxa, ainda ficamos para negociar uma melhor maneira que possa satisfazer a todos. É isso. Eu meio que consegui, o que eu não sei o que isso significa. O fato é que os dados estão em jogo e o que sair da mesa, eu terei que me posicionar depois para futuras jogadas. Mas foi uma coisa!!!
Acende a fogueira do meu coração
São João, o Divino, nos defenda na batalha contra o mal. Seja nossa defesa contra o egoísmo, a maldade e as armadilhas do demônio. A vós recorro, proteja-me dos perigos que me rodeiam no cotidiano. Que seu escudo me proteja contra meu egoísmo e minha indiferença a Deus e ao próximo. Inspire-me a imitá-lo em todas as coisas. Possa a sua benção estar comigo para sempre, de modo que eu possa sempre ver Cristo no próximo, e trabalhar para o Seu Reino. Espero que com sua graça, obtenha para mim junto a Deus, aqueles favores e graças que eu preciso para conseguir vencer as tentações, misérias e aflições do dia a dia. Que seu coração sempre repleto de amor, compaixão e misericórdia para aqueles que estão aflitos e necessitados, nunca deixe de consolar e assistir a todos aqueles que invoquem a sua poderosa intercessão.Confiante e com a esperança que ouvirá as minhas preces e obterá para mim, junto ao Senhor Deus, a graça especial e o favor que reclamo do seu poder e bondade celestial, muito vos imploro a graça de (mencionar aqui a graça desejada). E ainda, São João, O Divino, a graça para Glória de Deus e para a salvação da minha alma. Amém!
Ruptura
Depois de um longo período, consegui me separar docemente.
Um desligamento anunciado e esperado.
Claro que não deixou de ter seu tempero dramático,
de culpas, de vítimas e de reconciliações futuras.
Mas se foi. E se foi sem dor, se foi, sem nada.
Ainda terei muito que fazer...
uma separação nunca é tão rápida assim.
Há uma burocracia básica,
uma contagem de grana prá constatar que tudo está ok,
e, quem sabe, um 'barraco' básico, clássico.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Cansada
Estou exausta. Passei o dia torturando um texto que ainda não vingou. Tem outro que nem vi. Os dois têm que ser enviados amanhã. Saí da toca, comprei almoço, troquei os filmes, almocei enquanto assisti ao filme e me entupi de brownie de brigadeiro para finalizar os outros 75 minutos de película. Telefone tocou e resolvi seguir com um casal de amigos para um espetáculo que foi nada espetacular. Já vi isso, já vi aquilo, mas tinha ainda o palco principal, uma apresentação de um clown italiano. Ele conseguiu me fazer cochilar em minutos, mas eficiente que qualquer 'dramim' e seguidores. Mas meu cansaço teve pouca influencia. O palhaço era ruim mesmo, sem graça, sem novidades, sem surpresas, o pobre do miserável. Casa e uma pilha de provas e trabalhos que evitei por toda semana. Encarei-os porque simplesmente não tive disposição de continuar a árdua tarefa de enxugar meu texto. Por que será que falo demais, ops, escrevo demais, até aqui ser sintética é difícil. Publiquei as notas. E agora estou cansaaadaaa... e olha que ainda tem uma semana inteira que me espera, ansiosamente.
sábado, 20 de junho de 2009
Tarefas, menos uma adiante

O dia iniciou previsível. Reunião de despedida. Vi todos e até outros que nunca vi. Sei o que vai acontecer, estou bem que assim seja, mas o coração está travado. Uma pausa em outro cenário para algumas risadas, uma dose, atualizações de notícias não tão agradáveis assim de pessoas queridas que estão tão distantes, e outra notícia, dessa vez boa, de outra tão querida e também distante. Caminho de casa, conversas soltas com Tatá, que vai já casar, casa, recado com todo um horário idealizado para ser cumprido por mim nos próximos 6 meses... uma resposta ao recado e finalmente marcada a mais tensa das conversas de um desligamento já anunciado, mas que ainda assim vai ser tão dolorido. Sono, visita de irmã, filme, M cansado e faminto, choro ao final do filme e amanhã tem uma longa agenda prá realizar. O dia terminou previsível. Às vezes as acoisas acontecem assim.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A soma do impossíveis resultou em possível
Foram tantos 'entretantos' que já estava convencida que o que viesse era lucro. Bom, isso é só um jeito de dizer, porque depois de driblados os tais entretantos, de lucro $ não há nada.
Mas eu vou à Cidade do México. Mais uma vez sozinha, mais uma vez para apresentar trabalho e mais uma vez com menos tempo e dinheiro que necessito para bancar uma ida mais divertida.
Ainda é uma coisa inexplicável, por enquanto, essa minha gana de sair daqui... [para o México... nem em sonho...] ... não é só o querer conhecer outros lugares ou outras pessoas, está mais inclinado ao sentir outros ares, experimentar outros sabores, ouvir outras línguas, ampliar meu olhar, excercitar minha tolerância, aproveitar como posso aquilo que eu descobri que me dava prazer. Viajar amplamente.
Claro que pago um preço alto, de várias maneira. A poupança já foi remexida, ainda tem o sentir falta de uma casa imaginária, de um país imaginário. Vivo minha plenitude de órfã, também em múltiplos sentidos.
Não sei ainda onde ficarei, como ficarei. De certo, só a conta que tenho que pagar em 6 vezes, o visto e passaporte e o seguro de viagem. O resto será surpresa. Lá eu vejo, depois eu conto.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Não sei se rio, não sei se choro, mas na hora eu sei, sabe?
Os últimos dias têm sido mirabolantes. Um velho novo trabalho, uma ruptura com o status quo, uma viagem para fugir de mim, amigos queridos por perto, amigas queridas conspirando a favor, um visto, um QUINDAM, uma viagem confirmada ao México, dois artigos aprovados para o mesmo evento, lá em São Luís, que não conheço, e uma tensa e futura conversa de sedução para que desliguem-me do circuito antigo. Ufa..., mas eu acho isso bom... eu estava precisando agoniantemente de movimento. Pelo que sinto, eu preciso disso sempre... tudo bem, eu sei, eu sei, eu já sei.
Sim, eu fui... Tapis Rouge, espetáculo e mordomias
Estava eu na anti-sala, esperando ser recebida por alguém para dizer que eu aceitava uma ruptura de um determinado estado para iniciar uma nova jornada, correndo todos os riscos da decisão, uma estrada ainda desconhecida, já que não foi dada garantia de coisa alguma. Estava ao meu lado, outro alguém, meio sem graça, meio sem jeito, sem nenhuma intimidade. Meu histérico telefone rompeu o quase diálogo com esse outro alguém. Era minha amiga L. Ela me lançou um convite que em segundos eu disse SIM. Sim, eu quero ir ao Quidam. Sim, claro que quero e nem sei porque mereço ficar no Tapis Rouge. Sim, ir ao Cirque du Soleil não estavam nos planos dessa terça, mas aconteceu dele me atrair com uma força de outro mundo. Ainda estou em choque e creio que voltarei somente daqui há alguns dias devido ao indefinidos momentos. Agradeço eternamente os anos que terei de vida pelo presente que a L. me deu. Agradeço ao B., pelo patrocínio. Agradeço ao espetacular grupo que faz o Cirque du Soleil. Estou em êxtase absoluto. Voltarei em breve.domingo, 7 de junho de 2009
Vou ao Rio
Na quarta estou indo ao Rio. Poderia dizer que vou com compromissos sérios a cumprir, não estarei mentindo. Afinal de contas, preciso tirar o visto para ir ao México. Mas não é só por isso que estou seguindo prá lá. Tem um angústia em mim. Talvez pela pouca mobilidade que estes primeiros seis meses me proporcionaram já que fiquei aqui nesta cidade, 'quase' exilada. Por opção, eu sei. Por preguiça também, eu sei.
Ainda por cima tem esse feriado, o último de uma série de tantos deste semestre. Os outros sobrevivi, mas esse é diferente. Bem diferente. 'Ele' tem o malefício de me fazer encarar uma situação que tem me feito ficar muitas vezes triste, frustrada, injustiçada e o pior, sem muitas esperanças.
Detesto ficar assim, apesar da minha inclinação para o 'drama'. E devo admitir que é mais legítimo ir ao Rio porque estou fugindo de sentimentos que possam vir à tona neste feriado, que preciso me entreter, preciso ter o que fazer, fazer outras coisas diferentes do que faço aqui, e bem longe daqui.
É por isso que eu vou, mas volto, é uma pena, mas volto.
Foto: Site russo Zubetzblitz, integrado ao World Wide Panorama, programa que reúne fotos e permite aproximar e girar as paisagens retratadas a 360º, e faz o internauta não apenas “viajar” sentado em frente à tela do PC, mas também proporciona curtir belas paisagens, inclusive mostrando detalhes dos locais.
sábado, 6 de junho de 2009
Muitos impossíveis para uma só viagem
Olha só... nunca imaginei ir ao México. Não planejei isso. Já pensei no Canadá, e olha que odeio o frio, na República Checa (claro, que ainda vou), até nos "'fim do mundo" da Nova Zelândia e da Austrália faziam ou ainda fazem a minha cabeça. Mas México... não, não.Mas das coisas que acontecem, ele apareceu no meu roteiro no início deste ano. Tive um trabalho aprovado em um congresso e OK! disse mansamente, sem muito pensar o quanto eu ia gastar ou simplesmente, "que diabos vou fazer na Cidade do México, tão populosa, tão ruidosa, tão poluída? Só vou defender um trabalho?"
Mas não foi daí que começou uma série de eventos que não sei bem para onde me levará, mas estou a caminhar:
1º - O preço da passagem para o período do congresso - julho, alta estação - simplesmente é escandalosamente caro. Muito mais barato ir à Europa. Para esse fato, aconteceu a primeira surpresa: pedi e fui atendida em uma bolsa, uma espécie de ajuda de custos que cobria 2/3 da passagem. Resolvido, vou ao México.
2º - Semanas depois, a bomba: a tal da "gripe suína", ou policamente correto (com quem, com os porcos?), "influenza A". Resolvido: não vou mais.. que lástima, não? Passados mais alguns dias, a comisssão do evento pronuncia que as autoridades de saúde pública mexicanas garantiram que a imprensa foi muito mais histérica do que o fato em si. Lá vou eu de novo... arrumar as malas e ainda com uma novidade: as passagens baixaram, pois a mídia assustou o turista. Eu não sou uma, mas lá vou agir como tal.
3º - Quando achei que estava resolvido, descobri que preciso de visto para entrar no país que atualmente, ninguém planeja passar suas férias e gastar seus dólares lá. Tudo bem, só que a entrevista do visto só ocorre no Rio de Janeiro... mais dinheiro para investir em uma viagem que não estavam nos meus planos? Eu sou uma louca? Ou algo está me dizendo não vai e eu tô indo?
Bem, sigo para o Rio na próxima quarta e na sexta, estarei lá, de plantão no consulado.
Ainda no difícil exercício de acreditar
Tenho minhas dúvidas de ter sido a pessoa certa naquela momento.Mas eu estava lá e ao meu lado três pessoas acreditavam que eu era.
A mim foram atribuídas palavras e feitos inacreditáveis....
Realmente devo repassar cuidadosamente tudo que falo em locais tão cheios de sonhos, de possibilidades, de frustrações, de dores, de cores tão diversas.
E devo, sobretudo, repensar sobre elas, se acredito, ou quero acreditar no que falo.
Mas naquele instante não me furtei de falar com aquela, que naquele exato momento, solicitava silenciosamente e desesperadamente no olhar, um tempo meu.
Na verdade, eu estava com muito medo de encará-la.
Não sabia o que falar para a "insustentável leveza" daquele ser.
Se mal posso suportar a minha, como posso ajudá-la?
Não sei se fui irresponsável, não sei se fui dura demais, a fiz ri, por poucos e breves segundos, não sei se fui clara, não sei se escolhi as palavras certas, não sei se a expus demais ou se me exibi demais, só sei que segui em um caminho que só aconteceu por eu estar ali.
A noite nos acolheu, e por vezes é difícil sobreviver a ela.
Mas amanhã, o sol ou a chuva vão nos acordar e tudo vai começar de novo e de novo e de novo.Foto: "There are these days" - Galeria da Anja
O suplício de crer que uma dia será real
De repente, juro, às vezes penso que estou curada.Que de repente passou a ressaca, passou a decepção,
pois passaram-se muitos e muitos dias,
passaram vários momentos de infortúnio...
E simplesmente estou somente sentindo aquele espaço que foi maculado,
que aos poucos, demasiadamente bem devagarinho, está cicatrizando,
e só os olhos atentos demais percebem que houve algo.
Mas nesse mesmo de repente, também penso na farsa,
não só para burlar as cenas diante de quem as ver,
mas também como auto-disciplina de sobrevivência,
pois de tanto exercê-la, a gente acaba acreditando que sim, tudo está muito bem.
Bem, pelo menos tem funcionado assim,
até que, de repente novamente, o espelho, ou o vazio do meu caminhar,
um programa deprimente de tv que espreme realidades contemporâneas,
ou ainda uma simples visita à padaria
mostram e provam que ainda vai levar mais algum tempo.
sábado, 30 de maio de 2009
Grande preguiça de procurar
Será que é o amor é isso, uma grande preguiça de procurar? O mundo é gigantesco e há milhares de possibilidades de pessoas interessantes por aí e só não temos tempo, 'saco', vontande de atiçar a sedução? Será que o amor é fruto do menor esforço? E quando procuramos, não estamos procurando exatamente ele, o amor em nossas vidas? Essa perguntas todas só porque não faz sentido os encontros mal encontrados desta semana. Não faz sentido, ver o que eu via e procurar nas entranhas alguma familiaridade e não encontrar nada, para o que era tudo. Poucas palavras, tentativas sutis de aproximação de sua parte pela mera questão de exibir papéis de que 'estamos muito bem'. É, eu até estou, não exatamente do jeito que eu merecia, ou desejaria... e por total desvario, não do jeito que você está. O bom era não ter preguiça, mas eu tenho muita. Isso me faz uma criatura apaixonada ou muito estúpida? Na verdade, eu não quero encontrar pessoas como você, por ter doído tanto, por está demorando, por ter dissolvido o efeito do tempo, por me manter tão distante da pequena... enquanto isso, Norah Jones canta 'The Story'...
Foto retirada na internet do 'flickr' de um fotógrafo muito bom, que não lembro o nome. Quando lembrar, juro que atualizo
Clique no link abaixo para ouvir “The Story” com Norah Jones, a música que me fez pensar mais nos encontros da vida: http://www.goear.com/listen.php?v=e9c2256
Clique no link abaixo para ouvir “The Story” com Norah Jones, a música que me fez pensar mais nos encontros da vida: http://www.goear.com/listen.php?v=e9c2256
quinta-feira, 28 de maio de 2009
De como J. sabia mais que a B.
O velho e sempre encontro casual nos corredores do local de trabalho, nas últimas horas de uma segunda-feira. Uma brevíssima pausa para um cuprimento educado:
- Tudo bom, B?
- Assim, assim.
- Já sei a origem desse muxoxo!
- Já, é? E o que é?
- Faz muito tempo que você está por aqui. Já é hora de sair, de pelo menos dá uma volta por aí.
Um sorriso meio sem graça e a certeza que um querido (des)conhecido sabia exatamente do que eu estou precisando.
Vou fazer cumprir a percepção dele. A propósito, valeu J. pela sutilieza do seu olhar.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Conheça a ti mesmo
É verdade que a dor é inevitável, mas o sofrimento seria uma sentimento opcional?
Sendo afirmativo, por que optamos por isso?
Somos masoquistas por natureza humana ou acreditamos que esse é o caminho para o ápice do desenvolvimento?
As portas são mesmo abertas quando dedicamos todos nossos esforços em uma tarefa?
Ou isso é simplesmente uma frase de reforço para continuarmos na busca de uma alavanca que nos proporcione uma pseudo vida "feliz"?
Só estou cansada, muito cansada...
sábado, 23 de maio de 2009
Chove muito lá fora
sábado, 16 de maio de 2009
Voltarei!
Fui à Buenos Aires pela primeira vez ano passado. Só e contente da vida! Apesar dos falatórios contraditórios, achei a cidade maravilhosa. Apesar do meu primeiro dia ser desastroso - minha reserva não tinha sido feita, os demais dias foram passados com muita familiaridade. Senti-me realmente muito à vontade e o que eu andei, andei horrores e conheci lugares que nem taxistas sabiam onde ficavam. Fiz amizades com muita facilidade, não porque eu facilitava, mas porque o povo foi muito caloroso, em todos os sentidos, se é que me entendem. É uma cidade de belezas, de paixões, de danças, de bons cafés, de culinária interessante, sobretudo à noite, e coisitas preciosas para levar prá casa. O lado ruim é a dolarização que me arrebentou. Hoje, ao chegar em casa depois de uma longa semana, uma notícia saltou na caixa de mensagens vitual: SIM, voltarei à Buenos Aires com tempo de fazer tudo de novo e fazer um outro tudo que só saberei quando estiver lá... mas até lá, ainda vai ter tempo.
domingo, 10 de maio de 2009
a mãe que se foi e a filha que ficou
"Filha, gosto tanto de ti!Quanto, mãe? Cinquenta?
Muito, filha.
Muito não, mãe. Tudo. Todos os números.
(silêncio comovido)
É isso filha. Amo-te tudo. Todos os números."
(Rita Ferro Rodrigues)
Nunca tivemos esse diálogo e após 12 anos restam-me as escassas memórias que nem sei quanto de verdade tem nas lembranças, ou quanto é fruto do meu desejo do passado, ou ainda, e talvez mais dramático, do futuro.
P.S - obra: mãe e filho de Gustave Klimt
sábado, 9 de maio de 2009
00:00
Já estava me convencendo que deveria ceder e ir para minha amadíssima cama, quando, mas que de repente, rompeu-se o silêncio da noite com um chamado vindo do extremo sul. Foi uma alegre supresa depois de uma semana tão previsível. O início da conversa notívaga foi sobre o meu ritmo de vida, seguido de agradecimentos por uma lembrança que não poderia ser esquecida, talvez porque não temos o que falar, não porque não tivesse o que falar, mas porque a distância por vezes assalta a espontaneidade da fala. Depois veio aniversário, defesa ou de como se defender de quem, visita da família, Londres, sim Londres e a afirmação que as ingelsas são, pasmem, 'bem-feitas', Teeda, frio/quente, vai quando? vem quando? e atualizações. Boa noite, beijo Meu Bem!
Beijo! (e um suave sorriso na face cansada)
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