quarta-feira, 24 de junho de 2009

Algumas emoções e um faltório prá canto nenhum

Hoje eu fui preparada para uma segunda ruptura. Tranquila, um pouco confusa sobre as estratégias de abordagem, mas com um propósito bem definido. Quando de repente, começou um vendaval de elementos surpresas, um após outro, de maneira insesante, de várias fontes e esse somatório abalou as estruturas. Bem, fui enfrentá-LO. Iniciei o discurso que foi interrompido emocionalmente por vezes e no estica e puxa, ainda ficamos para negociar uma melhor maneira que possa satisfazer a todos. É isso. Eu meio que consegui, o que eu não sei o que isso significa. O fato é que os dados estão em jogo e o que sair da mesa, eu terei que me posicionar depois para futuras jogadas. Mas foi uma coisa!!!

Acende a fogueira do meu coração

São João, o Divino, nos defenda na batalha contra o mal. Seja nossa defesa contra o egoísmo, a maldade e as armadilhas do demônio. A vós recorro, proteja-me dos perigos que me rodeiam no cotidiano. Que seu escudo me proteja contra meu egoísmo e minha indiferença a Deus e ao próximo. Inspire-me a imitá-lo em todas as coisas. Possa a sua benção estar comigo para sempre, de modo que eu possa sempre ver Cristo no próximo, e trabalhar para o Seu Reino. Espero que com sua graça, obtenha para mim junto a Deus, aqueles favores e graças que eu preciso para conseguir vencer as tentações, misérias e aflições do dia a dia.
Que seu coração sempre repleto de amor, compaixão e misericórdia para aqueles que estão aflitos e necessitados, nunca deixe de consolar e assistir a todos aqueles que invoquem a sua poderosa intercessão.Confiante e com a esperança que ouvirá as minhas preces e obterá para mim, junto ao Senhor Deus, a graça especial e o favor que reclamo do seu poder e bondade celestial, muito vos imploro a graça de (mencionar aqui a graça desejada). E ainda, São João, O Divino, a graça para Glória de Deus e para a salvação da minha alma. Amém!

Ruptura

Depois de um longo período, consegui me separar docemente.
Um desligamento anunciado e esperado.
Claro que não deixou de ter seu tempero dramático,
de culpas, de vítimas e de reconciliações futuras.
Mas se foi. E se foi sem dor, se foi, sem nada.
Ainda terei muito que fazer...
uma separação nunca é tão rápida assim.
Há uma burocracia básica,
uma contagem de grana prá constatar que tudo está ok,
e, quem sabe, um 'barraco' básico, clássico.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cansada

Estou exausta. Passei o dia torturando um texto que ainda não vingou. Tem outro que nem vi. Os dois têm que ser enviados amanhã. Saí da toca, comprei almoço, troquei os filmes, almocei enquanto assisti ao filme e me entupi de brownie de brigadeiro para finalizar os outros 75 minutos de película. Telefone tocou e resolvi seguir com um casal de amigos para um espetáculo que foi nada espetacular. Já vi isso, já vi aquilo, mas tinha ainda o palco principal, uma apresentação de um clown italiano. Ele conseguiu me fazer cochilar em minutos, mas eficiente que qualquer 'dramim' e seguidores. Mas meu cansaço teve pouca influencia. O palhaço era ruim mesmo, sem graça, sem novidades, sem surpresas, o pobre do miserável. Casa e uma pilha de provas e trabalhos que evitei por toda semana. Encarei-os porque simplesmente não tive disposição de continuar a árdua tarefa de enxugar meu texto. Por que será que falo demais, ops, escrevo demais, até aqui ser sintética é difícil. Publiquei as notas. E agora estou cansaaadaaa... e olha que ainda tem uma semana inteira que me espera, ansiosamente.

sábado, 20 de junho de 2009

Tarefas, menos uma adiante


O dia iniciou previsível. Reunião de despedida. Vi todos e até outros que nunca vi. Sei o que vai acontecer, estou bem que assim seja, mas o coração está travado. Uma pausa em outro cenário para algumas risadas, uma dose, atualizações de notícias não tão agradáveis assim de pessoas queridas que estão tão distantes, e outra notícia, dessa vez boa, de outra tão querida e também distante. Caminho de casa, conversas soltas com Tatá, que vai já casar, casa, recado com todo um horário idealizado para ser cumprido por mim nos próximos 6 meses... uma resposta ao recado e finalmente marcada a mais tensa das conversas de um desligamento já anunciado, mas que ainda assim vai ser tão dolorido. Sono, visita de irmã, filme, M cansado e faminto, choro ao final do filme e amanhã tem uma longa agenda prá realizar. O dia terminou previsível. Às vezes as acoisas acontecem assim.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A soma do impossíveis resultou em possível

Foram tantos 'entretantos' que já estava convencida que o que viesse era lucro. Bom, isso é só um jeito de dizer, porque depois de driblados os tais entretantos, de lucro $ não há nada.
Mas eu vou à Cidade do México. Mais uma vez sozinha, mais uma vez para apresentar trabalho e mais uma vez com menos tempo e dinheiro que necessito para bancar uma ida mais divertida.
Ainda é uma coisa inexplicável, por enquanto, essa minha gana de sair daqui... [para o México... nem em sonho...] ... não é só o querer conhecer outros lugares ou outras pessoas, está mais inclinado ao sentir outros ares, experimentar outros sabores, ouvir outras línguas, ampliar meu olhar, excercitar minha tolerância, aproveitar como posso aquilo que eu descobri que me dava prazer. Viajar amplamente.
Claro que pago um preço alto, de várias maneira. A poupança já foi remexida, ainda tem o sentir falta de uma casa imaginária, de um país imaginário. Vivo minha plenitude de órfã, também em múltiplos sentidos.
Não sei ainda onde ficarei, como ficarei. De certo, só a conta que tenho que pagar em 6 vezes, o visto e passaporte e o seguro de viagem. O resto será surpresa. Lá eu vejo, depois eu conto.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Não sei se rio, não sei se choro, mas na hora eu sei, sabe?

Os últimos dias têm sido mirabolantes. Um velho novo trabalho, uma ruptura com o status quo, uma viagem para fugir de mim, amigos queridos por perto, amigas queridas conspirando a favor, um visto, um QUINDAM, uma viagem confirmada ao México, dois artigos aprovados para o mesmo evento, lá em São Luís, que não conheço, e uma tensa e futura conversa de sedução para que desliguem-me do circuito antigo. Ufa..., mas eu acho isso bom... eu estava precisando agoniantemente de movimento. Pelo que sinto, eu preciso disso sempre... tudo bem, eu sei, eu sei, eu já sei.

Sim, eu fui... Tapis Rouge, espetáculo e mordomias

Estava eu na anti-sala, esperando ser recebida por alguém para dizer que eu aceitava uma ruptura de um determinado estado para iniciar uma nova jornada, correndo todos os riscos da decisão, uma estrada ainda desconhecida, já que não foi dada garantia de coisa alguma. Estava ao meu lado, outro alguém, meio sem graça, meio sem jeito, sem nenhuma intimidade. Meu histérico telefone rompeu o quase diálogo com esse outro alguém. Era minha amiga L. Ela me lançou um convite que em segundos eu disse SIM. Sim, eu quero ir ao Quidam. Sim, claro que quero e nem sei porque mereço ficar no Tapis Rouge. Sim, ir ao Cirque du Soleil não estavam nos planos dessa terça, mas aconteceu dele me atrair com uma força de outro mundo. Ainda estou em choque e creio que voltarei somente daqui há alguns dias devido ao indefinidos momentos. Agradeço eternamente os anos que terei de vida pelo presente que a L. me deu. Agradeço ao B., pelo patrocínio. Agradeço ao espetacular grupo que faz o Cirque du Soleil. Estou em êxtase absoluto. Voltarei em breve.

domingo, 7 de junho de 2009

Vou ao Rio

Na quarta estou indo ao Rio. Poderia dizer que vou com compromissos sérios a cumprir, não estarei mentindo. Afinal de contas, preciso tirar o visto para ir ao México.
Mas não é só por isso que estou seguindo prá lá. Tem um angústia em mim. Talvez pela pouca mobilidade que estes primeiros seis meses me proporcionaram já que fiquei aqui nesta cidade, 'quase' exilada. Por opção, eu sei. Por preguiça também, eu sei.
Ainda por cima tem esse feriado, o último de uma série de tantos deste semestre. Os outros sobrevivi, mas esse é diferente. Bem diferente. 'Ele' tem o malefício de me fazer encarar uma situação que tem me feito ficar muitas vezes triste, frustrada, injustiçada e o pior, sem muitas esperanças.
Detesto ficar assim, apesar da minha inclinação para o 'drama'. E devo admitir que é mais legítimo ir ao Rio porque estou fugindo de sentimentos que possam vir à tona neste feriado, que preciso me entreter, preciso ter o que fazer, fazer outras coisas diferentes do que faço aqui, e bem longe daqui.
É por isso que eu vou, mas volto, é uma pena, mas volto.

Foto: Site russo Zubetzblitz, integrado ao World Wide Panorama, programa que reúne fotos e permite aproximar e girar as paisagens retratadas a 360º, e faz o internauta não apenas “viajar” sentado em frente à tela do PC, mas também proporciona curtir belas paisagens, inclusive mostrando detalhes dos locais.

sábado, 6 de junho de 2009

Muitos impossíveis para uma só viagem

Olha só... nunca imaginei ir ao México. Não planejei isso. Já pensei no Canadá, e olha que odeio o frio, na República Checa (claro, que ainda vou), até nos "'fim do mundo" da Nova Zelândia e da Austrália faziam ou ainda fazem a minha cabeça. Mas México... não, não.
Mas das coisas que acontecem, ele apareceu no meu roteiro no início deste ano. Tive um trabalho aprovado em um congresso e OK! disse mansamente, sem muito pensar o quanto eu ia gastar ou simplesmente, "que diabos vou fazer na Cidade do México, tão populosa, tão ruidosa, tão poluída? Só vou defender um trabalho?"
Mas não foi daí que começou uma série de eventos que não sei bem para onde me levará, mas estou a caminhar:
- O preço da passagem para o período do congresso - julho, alta estação - simplesmente é escandalosamente caro. Muito mais barato ir à Europa. Para esse fato, aconteceu a primeira surpresa: pedi e fui atendida em uma bolsa, uma espécie de ajuda de custos que cobria 2/3 da passagem. Resolvido, vou ao México.
- Semanas depois, a bomba: a tal da "gripe suína", ou policamente correto (com quem, com os porcos?), "influenza A". Resolvido: não vou mais.. que lástima, não? Passados mais alguns dias, a comisssão do evento pronuncia que as autoridades de saúde pública mexicanas garantiram que a imprensa foi muito mais histérica do que o fato em si. Lá vou eu de novo... arrumar as malas e ainda com uma novidade: as passagens baixaram, pois a mídia assustou o turista. Eu não sou uma, mas lá vou agir como tal.
- Quando achei que estava resolvido, descobri que preciso de visto para entrar no país que atualmente, ninguém planeja passar suas férias e gastar seus dólares lá. Tudo bem, só que a entrevista do visto só ocorre no Rio de Janeiro... mais dinheiro para investir em uma viagem que não estavam nos meus planos? Eu sou uma louca? Ou algo está me dizendo não vai e eu tô indo?
Bem, sigo para o Rio na próxima quarta e na sexta, estarei lá, de plantão no consulado.

Ainda no difícil exercício de acreditar

Tenho minhas dúvidas de ter sido a pessoa certa naquela momento.
Mas eu estava lá e ao meu lado três pessoas acreditavam que eu era.
A mim foram atribuídas palavras e feitos inacreditáveis....
Realmente devo repassar cuidadosamente tudo que falo em locais tão cheios de sonhos, de possibilidades, de frustrações, de dores, de cores tão diversas.
E devo, sobretudo, repensar sobre elas, se acredito, ou quero acreditar no que falo.
Mas naquele instante não me furtei de falar com aquela, que naquele exato momento, solicitava silenciosamente e desesperadamente no olhar, um tempo meu.
Na verdade, eu estava com muito medo de encará-la.
Não sabia o que falar para a "insustentável leveza" daquele ser.
Se mal posso suportar a minha, como posso ajudá-la?
Não sei se fui irresponsável, não sei se fui dura demais, a fiz ri, por poucos e breves segundos, não sei se fui clara, não sei se escolhi as palavras certas, não sei se a expus demais ou se me exibi demais, só sei que segui em um caminho que só aconteceu por eu estar ali.
A noite nos acolheu, e por vezes é difícil sobreviver a ela.
Mas amanhã, o sol ou a chuva vão nos acordar e tudo vai começar de novo e de novo e de novo.
Foto: "There are these days" - Galeria da Anja

O suplício de crer que uma dia será real

De repente, juro, às vezes penso que estou curada.
Que de repente passou a ressaca, passou a decepção,
pois passaram-se muitos e muitos dias,
passaram vários momentos de infortúnio...
E simplesmente estou somente sentindo aquele espaço que foi maculado,
que aos poucos, demasiadamente bem devagarinho, está cicatrizando,
e só os olhos atentos demais percebem que houve algo.

Mas nesse mesmo de repente, também penso na farsa,
não só para burlar as cenas diante de quem as ver,
mas também como auto-disciplina de sobrevivência,
pois de tanto exercê-la, a gente acaba acreditando que sim, tudo está muito bem.

Bem, pelo menos tem funcionado assim,
até que, de repente novamente, o espelho, ou o vazio do meu caminhar,
um programa deprimente de tv que espreme realidades contemporâneas,
ou ainda uma simples visita à padaria
mostram e provam que ainda vai levar mais algum tempo.