Foram tantos 'entretantos' que já estava convencida que o que viesse era lucro. Bom, isso é só um jeito de dizer, porque depois de driblados os tais entretantos, de lucro $ não há nada.
Mas eu vou à Cidade do México. Mais uma vez sozinha, mais uma vez para apresentar trabalho e mais uma vez com menos tempo e dinheiro que necessito para bancar uma ida mais divertida.
Ainda é uma coisa inexplicável, por enquanto, essa minha gana de sair daqui... [para o México... nem em sonho...] ... não é só o querer conhecer outros lugares ou outras pessoas, está mais inclinado ao sentir outros ares, experimentar outros sabores, ouvir outras línguas, ampliar meu olhar, excercitar minha tolerância, aproveitar como posso aquilo que eu descobri que me dava prazer. Viajar amplamente.
Claro que pago um preço alto, de várias maneira. A poupança já foi remexida, ainda tem o sentir falta de uma casa imaginária, de um país imaginário. Vivo minha plenitude de órfã, também em múltiplos sentidos.
Não sei ainda onde ficarei, como ficarei. De certo, só a conta que tenho que pagar em 6 vezes, o visto e passaporte e o seguro de viagem. O resto será surpresa. Lá eu vejo, depois eu conto.
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