domingo, 26 de abril de 2009

Aniversário 1

É um dia como outro qualquer. Um dia como outro qualquer para lembrar que são tantos anos de vida. Ou simplesmente um dia pra ser lembrado, pra ficar feliz com vozes que outrora eram tão presentes e agora são vindas quase como uma graça; prá ficar feliz com os abraços naquele instante de vida; prá ficar feliz com a pessoa 'especial' que está ao lado e quem sem ela, nada, mas nada mesmo faria sentido, pelo menos naquele dia. Claro que também pode ser um dia qualquer para arrependimentos, ou para uma faxina geral, ou para ficar isolado e não lembrar que dia é hoje. Tanto faz. Alguém hoje faz aniversário e para ele dedico o meu melhor pensamento que ocorreu agorinha mesmo e já seguiu em sua direção.

sábado, 25 de abril de 2009

Palavras de Espanca

Florbela Espanca foi um dos muitos achados de meus anos de vida. Em suas palavras encontro-me por vezes. As vezes triste, outras trágica, dramática e até alegre, mas sempre cheia de vida. Eis um dos seus poemas mais geniais por sua simplicidade, a síntese de um fim de uma história de amor e o tão conhecido embate de 'caso' e descaso'. Lindo!!!
Ódio?

Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! Nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Locus" de papelão.

O povo inventa cada coisa. E o bom é que cada coisa se molda a tantos outros sentidos. Papel foi uma grande invenção. Facilitou processos de comunicação de muitas maneiras (pode imaginar aí). Também serve para que milhares de pessoas de diferentes formas ganhem a vida. Lógico que a força do mal também se faz presente dentro da indústria do papel. Mas eu ainda não tinha imaginado trabalhar harmonicamente em 'locus' feitos de papelão. Pois, pois... um bando de carinhas tiveram essa ideia e construiram uma agência de papel, a Nothing, lá prás bandas de Amsterdam (ah! pode tá aí a explicação!?!), com um projeto de design de interior assinado por Joost van Bleiswijk e Alrik Koudenburg. E ainda aproveitam as paredes de papel prá desenhar... nada mais lógico, não é? Olha só o que aconteceu com um amontoado de papelão.








Ah... eu tenho que dá o crédito. Eu encontrei as fotos da agência garimpando nos blogs dos outros http://tudotudomaistudomesmo.blogspot.com . Como eu me amarrei no que vi e sou uma pessoa que admiro o design, sobre todas as suas manifestações, saquei as fotos e tomara que elas despertem em outras pessoas o espírito da criatividade, do tudo é possível acontecer.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Um dia desses

Um dia desses, visitando uma cidade de morada de um grande amigo de "feh", ele me levou a um lugar muito bacana. Lá conversamos sobre mil e uma coisas, quem nem lembro o que foi. Sei que nesse espaço havia uma exposição interessante sobre os 'olhares cartográficos' de pessoas de outros lugares sobre seus lugares. Bom, o fim desse passeio foi um café nesse espaço de cultura, e foi onde tive que registrar o 'meu café' para presentear uma outra amiga (que gosta de café) que morava em outro lugar. Então foi assim: nós três, eu , meu amigo e minha amiga, de lugares diferentes, dentro de um espaço de olhares de outras pessoas de cidades diferentes, tomando um café.

Um elefante colorido

Desde o início foi assim. Havia sempre um elefante multicolorido entre nós. Era nos corredores, entre quatro paredes, em lugares públicos... ele sempre esteve lá. No iníco, invisível e nem reparamos; depois se tornou interessante, logo mais ficava chato, ficava bom, depois incomodou até que finalmente a sua magnitude foi percebida quando ele berrou, agonizou, desvelou sua existência. Tarde, tarde demais para fazer qualquer coisa. E é verdade sim que te quero bem, mas nada modifica o elefante colorido, agora gigante e visível entre nós.