Hoje está assim ... bem pior que outros dias. É como se uma avalanche de desejos não cumpridos tivessem um encontro marcado em mim, agorinha mesmo. Assim, o corpo tá doendo, a alma padece, o coração tá apertado, um grito estancado vindo do peito à garganta, lágrimas saltam dos olhos e ações que foram feitas em rompante não provocaram um efeito que amenizasse um pouco esse dia torturante. Sei que vai passar, claro que vai, tem que passar, aliviar, pelo menos, um pouco. Enquanto isso ... foda-se! (11:38h)
Como se não bastasse a natureza do dia, resolvi contribuir para piorá-lo, ou melhor, desafiá-lo. Li em algum lugar, ou ouvi em um filme, que contra as adversidades deveremos ser piores que ela. Como prenúncio do mau agouro, dei uma estocada na minha lógica e subverti minha estrutura. Vou voltar estilhaçada, vou chorar muito, mas vou me empurrar até à beirada do buraco prá ver se seguro nela, ou me lanço de vez para o caos. Em poucas horas, saberei como isso irá terminar e como vou reagir. Ou não. (18:25h)
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Como era de se prever, consegui ser pior que a adversidade. O pior é que houve palavras e eu concordei. Houve além das palavras, "ameaças" veladas de um futuro não muito promissor prá mim. E ainda sim, concordei. Auto-engano, boicote, vou me machucar ainda mais. E ainda houve comparações... sem esperanças. Calei porque não deslumbrei outra manobra, tive medo do meu estopim. Mas foi infame, injusto e com cara de honesto. Mas isso foi a parte boa, aquela que decepciona, que mostra o quanto se pode ser cruel, com você e com o outro. É nisso que tenho que me segurar. Talvez tenha encontrado uma fenda. Fecha essa conta, por hoje basta. Amanhã sempre será um outro dia. Veremos como será! (23:22h)

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