Semanas passaram, interropidas por mensagens virtuais funcionais, brigas comigo, contra a minha vontade de me estender numa cama e olhar para o teto e sua brancura, pequenos boicotes de praxe, esforçando-me ao máximo, mas perceptível a todos que as coisas não iam tão bem, mas mal também não estavam. Todos os dias dessas semanas, fiz uma lista de atividades que obrigatoriamente deveria cumpri-la e a segui religosamente como uma maneira de não fugir da realidade. Sim... esses dias foram entrecortados de conversas sobre você, inclusive ontem. De repente, o telefone soou às 22:32, muito preciso. Era você! O coração não foi aos saltos, mas temi o que ouviria. Você tá melhor que eu e apesar da desvantagem, achei bom. Você disse coisas lindas e me obrigou a ouví-las e aceitá-las. Não acredito tanto, porque se algo fosse tão bom assim, porque "largá-lo"? Não era por aí que queria que a conversa fosse, e aceitei todos os elogios que julgou que eu merecesse. Uma enxurrada de palavras emocionadas e algumas graças chegamos a um ponto onde o elemento surpresa apareceu. Ele foi bom... mas dói em saber o quanto ele pode ter sido efêmero. Não quero pensar sobre isso, mas sou obsessiva e isso não me sai da cabeça. Mais tempo, mais esforço... nada sei daqui prá frente, mas prometi prá mim que vou continuar aberta, nada de bloqueios... saturno na casa 1 já é peso demais!!!
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Fotos: PM
dimensões: 13 x 10 cmmateriais: madeira de carvalho, caroço de pera abacate e mola metálica envernizados
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