Especialmente hoje, ela precisava de um fechamento verbal devido a ocorrência de novos fatos. Mas isso foi pela manhã. Ao final da tarde, ela percebeu que não precisava de nada disso. As palavras não cabiam mais, eram desnecessárias, não a favorecia em nada. Era um pretexto, puro pretexto de ficar próxima de quem não a quer por perto. Esse foi o choque da realidade que sempre esteve onde ela sempre estar, ali, majestosa, diante de nossos olhos. Ela finalmente acordou. A realidade não lhe convém, mas não há opção. Se pudesse, certamente estaria fazendo, planejando, curtido outras coisas, mas a situação foi outra. O bom é que pelo distanciamento, o controle voltou à suas mãos. Só o controle, não o bem-estar. Mas ela acredita que virá, com o tempo virá. Esses meses e outros que virão servirão de educação. A apredizagem dela é letárgica, mas ela aprende. Uma lástima que seja da pior maneira, mas o que fazer, cada um tem o seu tempo, o dela é esse... L E N T O...tão lento...

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