domingo, 10 de maio de 2009

a mãe que se foi e a filha que ficou

"Filha, gosto tanto de ti!
Quanto, mãe? Cinquenta?
Muito, filha.
Muito não, mãe. Tudo. Todos os números.
(silêncio comovido)
É isso filha. Amo-te tudo. Todos os números."
(Rita Ferro Rodrigues)

Nunca tivemos esse diálogo e após 12 anos restam-me as escassas memórias que nem sei quanto de verdade tem nas lembranças, ou quanto é fruto do meu desejo do passado, ou ainda, e talvez mais dramático, do futuro.
P.S - obra: mãe e filho de Gustave Klimt

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